Para a diretora executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, ao não se identificarem na indicação de emendas, parlamentares podem estar, em alguns casos, “cedendo do seu poder a outras figuras mais poderosas”. A diretora citou como exemplo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG). Na semana passada, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou o bloqueio de bens de Costa Neto em meio a investigação de suposto direcionamento de emendas parlamentares. A Polícia Federal apontou que as emendas “foram forjadamente encaminhadas e desviadas” e o próprio presidente do PL pode ter sido o beneficiário final. Cunha também teve bens bloqueados por suposta ingerência em emendas. A Transparência Brasil publicou estudo no início desta semana que aponta a existência de “emendas de liderança” dentro das emendas da comissão. São indicações de recursos em que o autor é identificado apenas com a liderança de um partido político. Com isso, não há informação sobre o parlamentar que, de fato, foi o responsável por escolher como o recurso será aplicado.