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Política

"Prefeitos terão que dar satisfação à população do município", diz Caiado sobre novo decreto

Governador garante apoio às cidades que seguirem normas para evitar colapso na rede hospitalar; especialistas da Fiocruz vão auxiliar

(Wildes Barbosa / O Popular)

O governo do Estado buscou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para auxiliar na ampliação dos protocolos sanitários aplicados em Goiás. A informação foi dada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) em entrevista ao POPULAR. A equipe é composta por três especialistas: o médico infectologista Daniel Soranz, além das pesquisadoras Iandara Moura e Paula Travassos. Eles têm reunião hoje pela manhã com Caiado e técnicos da Secretaria de Saúde. Segundo Caiado, que editou decreto nesta semana com novos protocolos e definindo isolamento intermitente de 14 em 14 dias, eles vêm ao Estado para analisar as ações no combate ao novo coronavírus. Na entrevista, o governador também critica empresários que alegam falta de diálogo por parte do governo e diz que o isolamento é essencial, dada a impossibilidade de se chegar aos 2 mil leitos recomendados.

Goiânia seguiu o decreto do governo estadual e outras cidades menores da Região Metropolitana devem também fazê-lo. Mas há grandes cidades que não, por exemplo, Trindade e Aparecida de Goiânia. Pretende conversar com os prefeitos um a um a respeito?

O protocolo apresentado por nós tem embasamento científico. Como médico, tenho muito mais conhecimento do que alguns que querem opinar sobre o assunto e não têm nenhuma formação para isso. O que estamos trazendo é uma proposta que tem simpatia nacional. As pessoas estão entendendo que o melhor protocolo é este, pois não há luta entre a vida e a economia, mas um período em que vamos para o isolamento que, se Deus quiser, pode chegar a 55%, e com isso caindo a contaminação e os pacientes que vão para a UTI; nos outros 14 dias, temos uma volta à normalidade. É um processo alternado para não colapsar a rede hospitalar. Os prefeitos que não quiserem seguir terão que dar satisfação à população do município deles, e não a mim. Vão ter de explicar por que os pacientes não conseguiram a rede hospitalar, não foram corretamente tratados ou evoluíram a óbito. Agora, quando propus um isolamento até menor, em 19 de maio, a rebelião foi geral e ninguém quis assumir. Muitos daqueles corajosos da época ficaram em uma situação constrangedora em seus municípios. Se continuarem dessa maneira, eu não posso chegar em cidade nenhuma e impor que o rito seja aplicado, até por norma constitucional interpretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, nas cidades que aderirem, eu vou trabalhar junto com os prefeitos.

De que maneira?

Vamos avançar no rastreamento, pedir que nossas forças policiais ajudem para que o decreto seja implantando. Terá uma parceria com o objetivo de atingir aquilo que queremos: diminuir o número de óbitos e dar qualidade de atendimento a todos os pacientes contaminados.

A UFG aponta, no estudo apresentado nesta semana, a necessidade de 2 mil leitos, caso o isolamento se mantenha baixo, sob o risco de gerar um colapso na saúde. O Estado, segundo a Secretaria de Saúde, pode chegar a 600 leitos. A disparidade entre o necessário e o real pode gerar dificuldades?

Nenhum país conseguiu atender a demanda. Agora, tive a coragem de implantar um decreto em 12 de março, o que deu a mim a condição de implantar hospitais regionais, com atendimento de UTI, em oito regiões do Estado. É algo fundamental em uma doença que agrava o quadro respiratório dos pacientes. Inauguramos Porangatu e Itumbiara, os dois extremos do Estado, e que não tinham médicos ou UTIs públicos. Fora de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia não havia cidades com UTIs públicas e instalamos em Trindade, Luziânia, Águas Lindas, São Luís de Montes Belos e, na próxima semana, abriremos Formosa. Ou seja, fizemos o trabalho de casa, mas a estrutura hospitalar é extremamente complexa e depende de ter uma equipe médica capacitada e treinada. Especialistas de gabinete e empresários que têm mais sensibilidade no bolso do que no coração acham que é um toque de mágica. Quase dobramos o número de leitos e de forma regionalizada. A primeira pessoa que morreu de coronavírus em Goiás foi uma senhora de Luziânia que morreu no trajeto ao ser transportada para Goiânia. Então, temos o possível de ser feito, e ampliando gradualmente alguns hospitais que ainda têm espaço, para chegar a 600 leitos, mas longe dos 2 mil. Se a projeção feita é impossível de ser alcançada, tem que se diminuir a demanda. É isso o que estamos fazendo, mas precisamos da compreensão das pessoas, no sentido de encampar a tese do isolamento de 14 dias.

O estudo da UFG também aponta que o resultado do isolamento 14x14 se dá com a soma com o rastreamento. Quais ações estão sendo tomadas, efetivamente, em relação a isso ?

O rastreamento do cidadão contaminado é fundamental. Se é feito o PCR, que é o exame confiável e que detecta (o vírus) nos primeiros dias da contaminação, passa-se a ter a identidade da pessoa, o núcleo familiar e a proposta é acoplar a estrutura da plataforma feita pela UFG, Instituto Mauro Borges e Secretaria da Saúde com a estrutura municipal: agentes comunitários de saúde, assistência social do município. Ao identificarmos o paciente, sabemos que ele mora em tal lugar e estará ali mantido em quarentena e que sua família, inevitavelmente, está ou estará contaminada. Feito isso, há o acompanhamento para saber se o quadro agravou e se é necessário internar ou não. Se não, ficará na quarentena de 14 dias e depois poderá voltar à atividade. Esse nível de rastreamento e isolamento só é possível nos municípios em que tivermos a participação do poder municipal, como ocorreu em Rio Verde, onde o prefeito (Paulo do Vale, DEM) conseguiu conter o processo em um dos porcentuais de contaminação mais altos que cheguei a ver: 58%, isto é, de cada 100 pessoas, 58 estavam contaminadas.

Entidades empresariais e políticos reclamam de falta de diálogo por parte do senhor na edição do decreto. Não houve conversa com os setores?

Há alguma novidade a não ser o agravamento (do número de casos)? Alguém desconhece a realidade que estamos vivendo? Antes, gastamos 39 dias para ter 100 contaminados; agora, temos mais de mil contaminados por dia, chegando a 1.300. Qual empresário ou prefeito não sabe disso? Diálogo diante de um colapso em que todos estão assistindo à realidade? O que nós esperamos foi o relatório científico, técnico, da UFG. Mas eu já estava preocupado com isso desde 19 de maio, quando eles não quiseram aderir por questões políticas e partidárias. Os empresários não viram o que está acontecendo com a BRF (em Rio Verde, a empresa chegou a suspender as atividades temporariamente depois de fazer testes em massa em seus funcionários) e com outras indústrias? Ou vão esperar atingir o presidente e a diretoria da empresa para se sensibilizarem? O trabalhador não é referência nesse momento? Os mil goianos contaminados por dia não fazem parte do que se chama vida? Isso é imoral. O cidadão que alega falta de diálogo não tem o menor respeito pela vida; só pensa em lucro ou posição político-partidária. Ao invés de estarmos todos abraçados para resolver a situação, alguns dizem terem sido surpreendidos. Terminaremos amanhã a votação da Secretaria da Retomada, das ações sociais. Ontem, depositamos mais R$ 16 milhões nas contas de 105 mil estudantes do Estado para que tenham sua alimentação garantida, como estamos fazendo desde março. Estamos fazendo distribuição de cestas básicas e adquirindo mais 220 mil cestas. Ora, o mundo inteiro só fala disso o dia todo, então, é uma cara de pau sem tamanho alguém alegar falta de diálogo. Eu tenho a consciência tranquila. As pessoas que quiserem fazer a opção populista ou financeira terão que se explicar para os seus. Não vou parar a luta e, independente de sigla partidária, quem quiser se aliar a esse protocolo, estarei com toda disposição para ampliar o rastreamento dos contaminados e avançar na proposta da UFG para montar um controle de call center para que pessoas acompanhem a evolução dos pacientes.

O Estado busca parceria para além dos municípios?

Vamos ouvir pessoas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que vêm a Goiânia. Chegam hoje (ontem) e ficam até sexta-feira. São especialistas. Tive oportunidade de falar ontem com a presidente da Fiocruz (Nísia Trindade Lima) e essa equipe vai nos auxiliar com propostas e ampliação de protocolos. Vão fazer o mapeamento de tudo o que a Secretaria de Saúde tem para ofertar de dados e os municípios que queiram também podem mandar para a gente analisar. Essa é a realidade. Tudo isso está sendo tratado com muita responsabilidade. Não estou brincando de governar, mas buscando o que tem de melhor no Brasil, com base científica, para que possamos dotar cada vez mais as nossas equipes que estão em vários locais do Estado de Goiás. Perguntei à presidente da Fiocruz qual a perspectiva real da vacina (contra o coronavírus) e ela disse que estão na terceira etapa, há resultado promissor e outros países também estão desenvolvendo. Então, é esse contato que faço todos os dias buscando expectativa de novos resultados. Mas sempre haverá quem queira envolver política e isso é acessório, não merece ser colocado como prioridade, mas tratado como baixo clero, como dizíamos no Congresso sobre aquelas pessoas que não tinham como opinar com consistência sobre nada.

O POPULAR antecipou ontem a troca de Silvio Fernandes, na presidência do Ipasgo, pelo advogado Hélio Lopes. Por que a troca neste momento?

Eu sempre fui um grande admirador do Hélio, que é presidente da Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) da minha cidade de Anápolis. É impressionante o seu carisma, a sua competência. Fez uma revolução e a Apae de Anápolis é reconhecida nacionalmente. É uma pessoa que, sem dúvida, representa muito bem a cidade. Eu sempre tive muita facilidade em dizer aos meus secretários que não tem ninguém que tenha posto definitivo. O Silvio prestou um serviço maravilhoso. Pegou uma obra que estava deteriorando, como o Hospital dos Servidores, e terminou. Priorizamos isso muito antes da pandemia, tanto que nós pudemos transformá-lo em um hospital de campanha muito bem equipado com 220 leitos. Terminada essa etapa, Silvio irá para a Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado), junto com Hugo Goldfeld, que assumiu a presidência. Quanto mais se giram as pessoas no secretariado, mais se estimulam os desafios e melhores resultados.

Além das previstas na minirreforma que está na Assembleia e dessa do Ipasgo, quais outras mudanças é possível esperar na administração?

Isso vai depender muito das avaliações e dos desafios que queremos. A partir de agora, não posso mais governar o Estado com o plano de governo com o qual eu me elegi. É uma outra realidade, que está sendo redirecionada dentro do governo. O Brasil vive situação grave em relação ao desemprego e em Goiás não será diferente. Então, já estamos tratando disso com a Secretaria da Retomada e as ações sociais do governo, com um comitê de ação social, para avançar muito nessa situação. É atuar rapidamente para ver se as pessoas que perderam o emprego poderão retornar às suas atividades ou se poderemos complementar isso. Tenho discutido muito, por exemplo, com a equipe de governo de, ao invés de contratar empresas para fazer serviços em municípios, por que não repetirmos o que fizemos com a Educação? Tem-se o Conselho de Educação em cada município. É feito o repasse do dinheiro: veja nossas escolas, que estão todas arrumadas e isso foi feito com o dinheiro sendo gasto no próprio município, todos os serviços.

Espera-se fazer isso nas outras áreas também?

Estou buscando junto à Procuradoria-Geral do Estado o limite que posso passar para esses conselhos para ampliar ainda mais a mão de obra e diminuir os desempregados. Estava discutindo com o presidente da Agehab (Agência Goiana de Habitação, Lucas Fernandes) sobre a possibilidade de reformar as habitações mais carentes dos 62 municípios mais pobres do Estado e contratar mão de obra local. Primeiro salvamos vidas, mas a segunda etapa é tão desafiadora quanto a primeira, que é recuperar a condição econômica de quase 1 milhão de pessoas que só têm o Estado para atendê-las.

(Wildes Barbosa / O Popular)

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Caiado articula convenção do União Brasil para decidir sobre federação com PP

Logo após o lançamento de sua pré-candidatura a presidente da República, o governador Ronaldo Caiado focará em articulação para que seu partido, o União Brasil, rejeite em convenção extraordinária a federação com o PP. A aposta do goiano é que, com a participação de convencionais de todos os estados, o agrupamento entre as duas siglas será barrado.

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Com o entendimento de que seu projeto político será prejudicado, Caiado é frontalmente contrário ao processo que pode se consolidar ainda em abril e conta com apoio inclusive dos aliados baianos que são anfitriões do evento desta sexta-feira (4). O ex-prefeito de Salvador ACM Neto esteve em Brasília nesta semana para tratar do assunto. Seu sucessor, Bruno Reis, também se diz favorável. Ele defende que o goiano é o governador reeleito que "sem sombra de dúvidas tem as melhores condições" para disputar o Palácio do Planalto e possui "maioria" no UB, mas aponta a necessidade de construção junto ao PP.

"O nosso entendimento, o meu e de boa parte do partido, também do ACM Neto, é que para uma candidatura a presidente uma federação é muito melhor (...) Eu acho que o primeiro grande desafio para o Caiado, depois desse pré-lançamento, é construir para ser o nome da federação", afirma o prefeito à coluna.

Camadas

ACM Neto defende a federação por entender que será beneficiado na disputa pelo Governo da Bahia. No entanto, enfrenta resistências no PP de seu estado.

Os maiores

Caiado citou nesta quinta (3), em coletiva, que não há acordo entre UB e PP em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros.

Contrapeso

É atribuição do presidente nacional do UB, Antônio Rueda, que articula a federação, convocar uma convenção extraordinária. No entanto, a decisão cabe ao Conselho Consultivo Nacional, do qual Caiado faz parte e onde ele precisa formar maioria.

Cadê?

ACM Neto não acompanhou Caiado nesta quinta, mas o recebeu em seu escritório político. Aliados do baiano atribuíram a ausência a nova fase da Operação Overclean, que chamou a atenção pelo timing político.

Tem dono - Placa informativa alerta para não mexerem em pé de chuchu localizado no Setor Jardim Novo Mundo, em Goiânia (Wildes Barbosa / O Popular)

Tem dono - Placa informativa alerta para não mexerem em pé de chuchu localizado no Setor Jardim Novo Mundo, em Goiânia (Wildes Barbosa / O Popular)

Quem foi?

O s deputados federais Leur Lomanto Júnior (UB-BA), Mendonça Filho (UB-PE) e Rogéria Santos (Republicanos-BA) estiveram com Caiado, que almoçou na Federação do Comércio (Fecomércio-BA) e participou de bate-papo na Federação das Indústrias da Bahia. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta também foi.

Oportunidade

Durante o evento na Fecomércio foi assinado termo de cooperação para nova edição do Claque - Retomada Cultural. O edital será publicado na próxima semana e prevê R$ 20 milhões para bancar 1, 2 mil apresentações artísticas. Algumas delas ocorrerão em unidades do Sesc, parceiro do governo goiano no projeto, na Bahia.

Fora da base

Apesar de filiado ao MDB, o vereador Lucas Vergílio apresentou projeto de lei que revoga integralmente a lei que criou em Goiânia a Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como taxa do lixo.

Pergunta para:
Mendonça Filho (UB-PE), deputado federal

Mendonça Filho ()

Mendonça Filho ()

É a favor ou contra a federação com o PP?

Sou contra. A gente vive um processo já de dificuldade decorrente da fusão com o PSL. A gente está digerindo esse processo. E agora você tem aí um contexto que é o de uma possível federação. São partidos políticos distintos, com projetos diferentes, expectativas que também não são as mesmas. E aí eu acho que é inoportuno, que não deveria ser levado adiante como desejam alguns líderes do partido.

Arremate:

Apoio - O Instituto Equatorial inaugura, na quarta-feira (9), a Casa Prospera Goiás. O espaço será dedicado exclusivamente para cursos gratuitos, capacitações e consultorias para empreendedores. A expectativa é atender mais de 550 empresários na unidade nos próximos meses.

Certificado - As UTIs do Einstein Goiânia e do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) receberam a certificação "UTI TOP Performer", concedida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e pela Epimed Solutions, que avalia indicadores assistenciais de qualidade e segurança.

No mais - O jornalista viajou a Salvador a convite da Fecomércio-GO.

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Caiado se lança na Bahia em meio a racha interno

Governador protagoniza debate antecipado sobre a disputa pela Presidência da República e inicia pelo Nordeste a busca por conhecimento nacional e viabilidade eleitoral

Governador Ronaldo Caiado (UB), que lança pré-candidatura nesta sexta-feira (4): pontapé inicial por vaga na corrida presidencial

Governador Ronaldo Caiado (UB), que lança pré-candidatura nesta sexta-feira (4): pontapé inicial por vaga na corrida presidencial (Wesley Costa / O Popular)

O governador Ronaldo Caiado (UB) realiza nesta sexta-feira (4) o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República, em evento político no Centro de Convenções de Salvador (BA), onde também receberá a comenda 2 de julho e o título de cidadão baiano. O goiano, no entanto, enfrenta desafios internos e externos para consolidar o projeto, com percalços que se acumulam ao longo do processo de estruturação do pleito, desde abril de 2023.

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Caiado chega à esperada oficialização do projeto após enfrentar articulação pela suspensão do evento e com o desafio de aumentar o nível de conhecimento e intenções de votos entre eleitores de outros estados. Há ainda incertezas quanto à eventual confirmação da candidatura, já que a maior parte das bancadas do partido no Congresso Nacional mantêm posicionamento próximo à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da adição de mais variantes com a possível federação com o PP.

O governador começou a mencionar publicamente a possibilidade de voltar a disputar o Palácio do Planalto, após 36 anos da estreia eleitoral na corrida presidencial de 1989, nos meses posteriores à reeleição no primeiro turno, em 2022. O tema foi tratado abertamente em abril do ano seguinte, quando Caiado foi reconduzido ao comando estadual da legenda e confirmou a intenção de lançar o projeto. Na oportunidade, ele respondeu a discursos de aliados e manifestações de apoiadores que repetiam a defesa pela nova candidatura.

Desde então, passou a intensificar a presença em debates nacionais, principalmente sobre segurança pública e economia, com o principal objetivo de se posicionar como alternativa à direita para 2026. A participação também em entrevistas a veículos nacionais coincidiu com as repercussões políticas da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), definida inicialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2023.

Além de se apresentar como opção diante do impedimento de Bolsonaro , Caiado protagonizou embate direto contra o ex-presidente nas eleições municipais de 2024. Com seguidas visitas ao estado para eventos de campanha, Bolsonaro chegou a chamar o governador de "covarde" ao trabalhar pela eleição do então candidato do PL à Prefeitura de Goiânia, o ex-deputado estadual Fred Rodrigues.

Depois da vitória de Sandro Mabel (UB) na capital, Caiado relacionou a vitória sobre o bolsonarismo no Estado à construção de projeto moderado na direita para a disputa nacional, fugindo dos extremismos, mas em oposição ao governo Lula.

Nesta quinta-feira (3), o goiano respondeu à CNN e negou que a confirmação da pré-candidatura dependa de aprovação do ex-presidente para ser viável como projeto de direita. "Eu tenho uma vivência grande em campanhas eleitorais. Então, não tem essa tese de que precisa ter o apadrinhamento de A ou de B", disse.

"Por isso que eu já saí com antecedência para fazer aquilo que uma campanha precisa. Fazer as prévias. O candidato não pode ser apenas de bolso de colete e nem candidato da barra da saia de ninguém. O candidato tem que ser aquele que tenha preparo, independência moral e intelectual e coragem para assumir", afirmou.

Divisão

Até o fim de 2024, o governador apresentava cenário favorável para a confirmação da candidatura pelo União Brasil, principalmente depois da transição no comando da sigla, com a saída de Luciano Bivar e a ascensão do aliado, Antônio Rueda. O dirigente, a propósito, veio a Goiânia ao final das eleições municipais para reforçar o apoio da cúpula da legenda ao projeto defendido pelo goiano.

A divisão interna no partido, no entanto, foi inaugurada em novembro, quando Caiado recebeu a visita do então candidato à presidência da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos/PB) no Palácio das Esmeraldas. A agenda desagradou o então líder da legenda na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA), que se mantinha no pleito interno em busca do cargo de comando na Casa.

A divergência inicial inflou o deputado e passou a motivar avaliações internas contrárias ao lançamento da pré-candidatura do goiano, por parlamentares que seguem na base de apoio ao governo petista. Enquanto buscava consolidar o evento em Salvador, que teve mudança de data e de local ao longo do caminho, Caiado defendeu que, com o tempo, os governistas serão convencidos de que a candidatura própria representará a melhor opção também para a viabilidade dos projetos regionais.

Um dos movimentos do governador foi a utilização da boa relação pessoal mantida com os parlamentares da sigla, para participar, no dia 18 de março, de reunião da bancada, em Brasília, com o objetivo de arrefecer as resistências internas à pré-candidatura. A conversa, no entanto, foi avaliada como protocolar e não impediram a continuidade das articulações para a possível federação do União Brasil com o PP.

A possível união adiciona ao governismo do UB, as divergências do PP, que mantém boa relação com o Planalto, ao mesmo tempo em que manda sinais de apoio ao grupo de Jair Bolsonaro , inclusive com a defesa por composição em uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a suposta indicação da vice.

Além dos desafios internos de viabilização, o governador ainda sofreu revés com a desistência do cantor Gusttavo Lima, que chegou a lançar pré-candidatura própria à Presidência, mas anunciou a saída de qualquer projeto eleitoral, no dia 19 de março. Caiado apostou publicamente em uma pretensa agenda conjunta com o sertanejo para se tornar mais conhecido pelo país e ampliar as intenções de voto.

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Caiado diz ser 'pragmático' sobre possível disputa com Bolsonaro

Governador avalia que ex-presidente segue “carta forte”, mas ressalta que pretende estar na corrida contra qualquer nome no primeiro turno

Ronaldo Caiado, durante coletiva em Salvador: “O eleitorado do União Brasil é conservador de direita”

Ronaldo Caiado, durante coletiva em Salvador: “O eleitorado do União Brasil é conservador de direita” (Romildo De Jesus/Ato Press/Folha)

A possibilidade de disputar a Presidência da República mesmo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi considerada nesta quinta-feira (03) pelo governador Ronaldo Caiado (UB), na véspera do lançamento da própria pré-candidatura ao Palácio do Planalto. A avaliação foi apresentada pelo goiano ao ser questionado sobre a insistência do ex-presidente em se apresentar para o pleito de 2026, mesmo depois da inelegibilidade e de ter se tornado réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Caiado não descartou a possibilidade de Bolsonaro conseguir entrar na disputa e comparou a situação do militar à enfrentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que retomou os direitos políticos após o STF anular as condenações decorrentes de investigações da Operação Lava Jato.

"É um direito que ele tem. Acho que ele é uma carta forte do jogo e não se pode desconhecer a liderança dele e ele vai continuar da mesma maneira como o Lula se colocou pré-candidato, né? Isso tudo ainda vai ter um julgamento. Então, com essas coisas a gente tem que ser mais realista", afirmou. "Se ficarmos discutindo o 'se' ou o 'acho', fica muito distante. Eu, como cirurgião, sou mais pragmático e gosto de chegar e já resolver. Então a minha vida é essa: eu chego aqui para dizer o que eu posso fazer e eu nunca escolhi adversário", disse.

A declaração de Caiado foi dada na primeira entrevista coletiva desde que chegou a Salvador (BA) para o lançamento da pré-candidatura , marcada para esta sexta-feira (4), no Centro de Convenções de Salvador, onde receberá também o título de cidadão baiano e a comenda 2 de julho. A agenda ocorreu durante visita à Federação do Comércio da Bahia (Fecomercio/BA).

"Eu acho que os adversários virão. E falam que tudo tem que se aglutinar no primeiro turno, então tem que se revogar a lei eleitoral no Brasil. Porque a lei é feita para que no primeiro turno todos os partidos lancem candidato e, no segundo turno, aqueles dois que estiverem lá, aí tudo bem. No segundo turno tem a polarização de um com o outro. No primeiro turno, você tem o candidato que você gosta dele. No segundo turno, você tem o candidato que você comunga com as ideias dele. Talvez não seja o seu, mas é aquele mais próximo de você. Esse é o sistema eleitoral brasileiro e é nesse sistema eleitoral que eu me coloco à disposição para disputar a eleição de 2026", avaliou o governador.

Além de cogitar o cenário em que poderia disputar contra Bolsonaro ou outros nomes da direita, Caiado também desconversou sobre a decisão de participar ou não do ato em favor do ex-presidente, agendado para domingo (06), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Essa será a primeira manifestação de rua após Bolsonaro ter se tornado réu no STF e tem como mote a anistia aos condenados pelos atos golpistas 8 de Janeiro, que tem sido defendida por Caiado. O ato também servirá como teste da capacidade de Bolsonaro levar apoiadores e lideranças políticas relevantes às ruas após o protesto esvaziado na praia de Copacabana, em março.

Depois de conversar com o ex-presidente por telefone na última semana e com o pastor Silas Malafaia, que organiza a manifestação, Caiado evitou confirmar a agenda. "Cada coisa a seu tempo. Agora, nós estamos tratando aqui do título que vou receber, da comenda 2 de julho e da minha pré-candidatura. Aí, eu tratarei desse assunto com toda a tranquilidade no sábado".

Bolsonaro e sete aliados viraram réus no dia 26 de março, acusados de tentar um golpe de Estado em 2022. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o grupo de formar o chamado "núcleo crucial" de uma organização criminosa, cujo objetivo seria destruir a democracia. Segundo a acusação, Bolsonaro liderou essa organização e tinha um projeto autoritário de poder.

Coerência

Em meio à dúvida sobre a presença de lideranças políticas relevantes no evento de lançamento da pré-candidatura, Caiado minimizou a postura governista de parlamentares do União Brasil. O governador respondeu diretamente, em entrevista coletiva, sobre a possibilidade de o deputado federal Elmar Nascimento (BA) seguir com apoio ao presidente Lula em 2026.

"Eu não sabia que ele ia marchar com o PT. Eu posso dizer com muita tranquilidade que eu respeito a opção de cada colega. Eu vivi naquela Casa durante 24 anos e quero mostrar uma coisa só: você é fruto do seu hábitat. Você é fruto do seu eleitor. É muito difícil você fazer uma transição dessa e buscar o eleitor de volta. As pessoas conhecem o Ronaldo Caiado em 40 anos de vida pública. Então, é preciso ter coerência e a política nos ensina que a popularidade oscila. Agora, coerência é o que preserva o político. Em Goiás isso se chama político folha de bananeira, que acompanha o vento", respondeu.

"Isso porque, se você busca o eleitorado do União Brasil, é conservador de direita. Esse é o eleitorado. Então, você tem que saber onde é que você está. Eu estou no União Brasil porque sempre foi essa a minha posição de vida desde meu PFL, com minha ficha abonada por Antônio Carlos Magalhães", relembrou. "Então, é isso que eu entendo na política. Entendo que cada um de nós precisa ter a responsabilidade com quem nós representamos e o nosso futuro político".

Pesquisa

Caiado ainda apontou que "o governo derreteu", ao analisar números da pesquisa Genial/Quaest que apontam avanço da reprovação de Lula. A desaprovação do petista cresceu e chegou a 56% dos eleitores brasileiros, no pior índice desde o início do mandato e a primeira vez que ultrapassa 50%. A aprovação do presidente caiu para 41%, o menor patamar desde o início do mandato.

"O governo derreteu. Derreteu. O único ativo que o PT tinha era o Lula e botou ele para falar, a reprovação dele está em 56%. É um governo que, a cada dia que passa, a comida na mesa está mais cara, a inflação está cada vez maior, a taxa de juros está 14,25%. O Brasil está realmente em um momento em que você não tem nenhuma área de atuação do governo com resultado", disse.

"Se você pega o governo federal e compara, modéstia à parte, com o meu estado, eu peguei nessa situação e hoje ele é o primeiro lugar na educação, na segurança, no combate à pobreza, na transparência e na liquidez. Então, é boa gestão e seriedade com o dinheiro público. É assim que se governa."

Segurança pública centraliza discurso na Bahia

Os resultados da gestão estadual e as dificuldades enfrentadas em outros locais do país, principalmente na Bahia, foram assunto central nos primeiros discursos do governador Ronaldo Caiado (UB) durante agendas em Salvador. O tema foi destaque na abertura e no fim da fala de 32 minutos do goiano em reunião na Federação do Comércio da Bahia.

Em entrevista coletiva, Caiado foi questionado sobre os índices de criminalidade no estado baiano e que ações a gestão do Partido dos Trabalhadores, do governador Jerônimo Rodrigues, deveria tomar para enfrentar o problema.

"Cada um tem seu estilo de governar. O meu é muito conhecido e deu certo. Ou seja: o meu primeiro mandamento foi: ou bandido muda de profissão ou muda do estado de Goiás. Bandido em Goiás não se cria e o governador é responsável por dar segurança pública a seu povo. Essa é minha responsabilidade e exerço na sua plenitude", afirmou.

Caiado ainda alegou que "Goiás é uma ilha de segurança completa" no cenário nacional e que o tema tem ganhado maior atenção dos brasileiros. "É isso que o Brasil pede hoje em todas as pesquisas."

A violência se descolou das questões sociais e se isolou como a maior preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O assunto foi indicado como prioritário por 29% dos entrevistados, seguido de questões sociais (23%); Economia (19%); Saúde (12%); Corrupção (10%) e Educação (7%). Na pesquisa anterior, divulgada em janeiro, a violência aparecia empatada tecnicamente com questões sociais, que engloba fome, pobreza e população em situação de rua.

É a primeira desde o início da série histórica, em abril de 2023, em que a violência aparece isolada no topo. Naquela época, a principal preocupação dos brasileiros era a economia, que agora está em segundo lugar, empatada tecnicamente com as questões sociais. A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 e 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Não é possível mais o Brasil se transformando em um narco estado. Essa é a verdade: o território brasileiro, cada vez mais, ocupado pelos faccionados. O Brasil não quer virar uma Venezuela, um México ou uma Colômbia. O Brasil quer virar como os países europeus e os países em desenvolvimento na Ásia e não é essa a vida que se vive lá. Então, vamos trabalhar por aí e essa é a maneira que eu não só penso, mas aplico segurança pública.

Caio Henrique Salgado viajou a convite da Fecomércio-GO

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Lideranças goianas prestigiam Caiado

Mobilização foi intensa nos meios político e empresarial para participar do lançamento da pré-candidatura do governador à Presidência da República

Comitiva goiana em visita técnica ao Centro de Convenções de Salvador: mobilização pela pré-candidatura de Caiado

Comitiva goiana em visita técnica ao Centro de Convenções de Salvador: mobilização pela pré-candidatura de Caiado (Hegon Corrêa)

Na véspera do lançamento da pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (UB) à Presidência da República, previsto para esta sexta-feira (6) em Salvador (BA), dificuldades com o custo das passagens aéreas e problemas com embarques levaram uma ala de políticos goianos a desistir da ida à capital baiana.

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Apesar disso, a mobilização de lideranças, tanto do meio empresarial quanto do político, para prestigiar o mandatário foi intensa, reunindo nomes da base aliada e de partidos como o PL. Segundo a Agência Goiana dos Municípios (AGM), até a tarde desta quinta-feira (3), ao menos 127 prefeitos goianos já haviam chegado a Salvador.

A um ano e cinco meses para o início oficial das eleições de 2026, deputados estaduais, prefeitos e vereadores que estarão no evento afirmam ao POPULAR que veem como "acertada" a escolha do governador por antecipar para agora o lançamento de sua pré-candidatura , considerando pontos como a falta de conhecimento de parte do eleitorado brasileiro ao nome de Caiado e o tempo que ele precisará para realizar périplo ao redor do país. Eles consideram que a possível federação do União Brasil com o Partido Progressistas (PP) não deve atrapalhar os planos do governador.

Dos 41 deputados estaduais, 30 confirmaram presença. Ao apostar na viabilização da candidatura do governador apesar das resistências no cenário nacional, o líder do governo na Assembleia Legislativa (Alego), Talles Barreto (UB), afirma crer que Caiado "não só será candidato, como será presidente da República".

"Política é isso. Faz parte do jogo. O UB tem cargos no governo federal. Quem tem esses cargos, busca se manter, mas evidentemente, ele (Caiado) está nacionalmente conhecido."

Alguns passageiros tiveram prioridade no embarque em voo de Brasília para Salvador, nesta quinta, após atraso de quase duas horas e troca da aeronave por um modelo menor. Entre eles estavam líderes partidários e deputados que participarão do evento de Caiado. O voo atrasou, com chegada prevista para 12h12, e alguns passageiros tiveram de aguardar novo voo. A Latam explicou que o atraso foi devido a uma manutenção não programada.

Presidente da AGM e prefeito de Hidrolândia, José Délio Jr. (UB) aponta que a mobilização de mais de 127 prefeitos para ir a Salvador se deve a um sentimento de "gratidão" dos mandatários à "política municipalista" na gestão de Caiado , que tem a seu favor, conforme diz, marcas positivas como a boa avaliação nas áreas de segurança pública e educação.

Chama a atenção, porém, a presença de prefeitos do PL - partido que deve entrar na disputa pelo Palácio das Esmeraldas no ano que vem contra o candidato governista - no evento de Caiado, a exemplo de Simone Ribeiro (Formosa); Zé Wilson (Moiporá); e Jeronymo Siqueira (São Miguel do Araguaia).

Lideranças empresariais de Goiás também se mobilizam em apoio à pré-candidatura de Caiado. Estarão presentes em Salvador os presidentes da Fieg, Fecomércio, Acieg e OCB-GO.

Na Câmara de Goiânia, a comitiva para a Bahia foi mais tímida. Dos 37 vereadores, apenas 7 devem estar presentes, incluindo Tião Peixoto (PSDB), do mesmo partido do ex-governador Marconi Perillo. Parte dos vereadores que não vão alega ao POPULAR motivos como dificuldades para arcar com o preço alto das passagens na véspera do evento; choque de agendas; e falta de convite do governador.

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