A Prefeitura de Goiânia e a Câmara Municipal ainda não chegaram a um consenso sobre o porcentual de remanejamento orçamentário sem autorização do Legislativo que ficará definido no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2027, enviado em abril pelo Executivo e que segue em discussão. Durante a primeira audiência pública para discutir a LDO, realizada pela Comissão Mista na tarde desta quinta-feira (25), o Paço defendeu, diante de questionamentos dos vereadores, a manutenção de um índice de 30% para abertura de créditos suplementares sem autorização legislativa. Paralelamente, o relator do projeto no colegiado, Léo José (SD), sinalizou que o texto final sofrerá reduções significativas e disse crer que o relatório será confirmado “integralmente” pela comissão. O relator classificou a proposta de 30% como “inaceitável”. Segundo ele, o porcentual real de autonomia do prefeito seria muito superior ao número estampado no projeto, já que áreas sensíveis como Saúde, Educação e Assistência Social já possuem regras de remanejamento próprias fora desse limite. “Se você juntar os 30% com esses órgãos, você já tem um remanejamento autorizado de 70% ou 80% do orçamento. Não é saudável e não é aceitável”, afirmou Léo José.