“O Brasil não encontrou o seu Macron neste ciclo eleitoral”, afirma o cientista político e CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, ao avaliar a continuidade da forte polarização entre PT e PL e o insucesso da terceira via na disputa presidencial deste ano. Para ele, para furar as bolhas, seria necessária uma liderança de “grande carisma” como demonstrou o presidente da França, Emmanuel Macron, eleito em 2017 e reeleito em 2022. Roman esteve nesta segunda-feira (21) em Goiânia para uma palestra sobre o cenário eleitoral na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), na Casa da Indústria, quando também concedeu entrevista aos jornalistas da Rede Anhanguera Cileide Alves, Fabiana Pulcineli e Caio Henrique Salgado. Para ele, a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguirá bastante acirrada e instável, com definição por fatores que podem aparecer até o dia 25 de outubro, no segundo turno.