A possibilidade de o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) assumir a Secretaria-Geral da Presidência acendeu um alerta para parte de seus companheiros de partido e, caso se concretize, pode intensificar os conflitos internos da sigla. O PSOL abriga divergências sobre a adesão a funções no Executivo. Parte da legenda defende mais independência, enquanto outros veem a participação como natural. "É claramente contraditório. A decisão do PSOL foi clara de não compor governo, e isso está bem redigido na resolução aprovada em dezembro de 2022", afirma a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Boulos pede à Justiça cassação de Tarcísio e inelegibilidade de Nunes após fala sobre PCC 'Bolsonaro foi indiciado, e daí? A vida continua', diz Caiado Apesar da orientação, parte dos psolistas não se opõe à nomeação, caso da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), que diz ser natural que o partido conquiste espaço, já que se tornou uma das siglas mais relevantes na esquerda. "Essa discussão acontece desde o início do governo. Estou mais preocupada com o que vai ser do Brasil", afirma.