A estatal goiana Saneago ainda estuda providências a serem adotadas após dois dos três lotes oferecidos em leilão de Parcerias Público-Privada (PPPs) para os serviços de esgoto em 216 cidades ficarem vazios. A companhia não se manifestou sobre o fato de apenas uma proposta, para lote de R$ 1,3 bilhão, ter sido apresentada na quarta-feira (18). A sessão pública da concorrência está marcada para o dia 25 de março, na B3, em São Paulo. Integrantes da cúpula do governo estadual afirmam, nos bastidores, que os responsáveis pela modelagem - estruturada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - estão estudando caminhos e o redesenho econômico. A possibilidade de revogação ou anulação do certame também é analisada, mas considerada improvável por questões jurídicas. “Seguindo a orientação da comissão de licitação responsável pelo certame, e em estrita observância à legislação vigente, no momento, a Saneago não prestará declarações adicionais”, afirmou a empresa, em nota. O POPULAR havia questionado a direção da estatal sobre a que atribui o baixo interesse, se o leilão está mantido, se todo o certame pode ser cancelado e quais serão as providências em relação aos demais lotes.