O governo estadual não deve abrir qualquer possibilidade de recuperação, em 2026, de emendas parlamentares que não foram empenhadas durante o exercício de 2025. O posicionamento antecipa o pleito repetido pelos deputados estaduais ao longo dos últimos quatro anos, em que iniciativas por meio de projetos de lei e até uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foram apresentadas com o objetivo de ressuscitar as indicações perdidas em exercícios anteriores. Como mostra o POPULAR (veja na pág. 4), 83,7% do orçamento impositivo foi pago ainda dentro do último ano e, do total de R$ 531,6 milhões, 96,5% foram empenhados. O restante, de R$ 18,450 milhões, não foi incluído na ordem de pagamento do Executivo. Com a falta de atendimento, o valor das emendas retorna ao orçamento estadual. “Não existe essa perspectiva. Essa parte que ficou e não foi empenhada, realmente é a situação de beneficiários que não conseguiram apresentar a documentação exigida e teve algum tipo de impedimento técnico. Alguns municípios não tinham certidões, mas muito acabaram conseguindo o empenho por mandado de segurança. Esses menos de 4% são compostos, em maioria, por prefeituras que não cumpriram as exigências necessárias e é um porcentual pequeno”, avalia o secretário estadual de Relações Institucionais, Armando Vergílio.