Além da atuação da empresa investigada, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apura a possível participação de servidores públicos nas fraudes investigadas pela Operação Simulatio. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (Gaepp), promotor Augusto Cesar Borges Souza, há indícios de favorecimento à empresa por agentes responsáveis pela pesquisa de preços e pelas contratações. “A partir do momento em que existe uma possível fraude no processo de justificativa de preço, há indícios concretos de participação de servidores públicos responsáveis por essa pesquisa de mercado e pelas contratações em si”, afirma. Segundo ele, um eventual enriquecimento dos servidores públicos também será investigado. O promotor ressalta que a adesão a uma ata de registro de preços, conhecida como “carona”, não é ilegal. Para ser utilizada, porém, é necessário demonstrar que a contratação é mais vantajosa para a administração pública do que a realização de uma nova licitação. “Neste caso, o que se observa é que, em muitos dos municípios que foram alvo das buscas e apreensões, essa vantajosidade se deu mediante fraude”, explica.