O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) decidiu aceitar denúncia sobre suposta irregularidade na contratação do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC) como verificador independente do contrato de parceria público-privada (PPP) da Cidade Inteligente, firmado entre a Prefeitura de Goiânia e o consórcio Brilha Goiânia. A corte apontou risco de autorrevisão técnica e comprometimento de imparcialidade, considerando que o instituto também foi o estruturador do projeto que deu origem à PPP. O TCM-GO apontou “potencial afronta aos princípios da impessoalidade, moralidade, isonomia, segregação de funções e prevenção de conflitos de interesses”. Apesar dos apontamentos, o tribunal entendeu que a substituição imediata do IPGC no posto de verificador independente não é adequada, “considerando que o contrato atravessa fase sensível de implantação dos investimentos”. Também não foram apontadas irregularidades cometidas pelo instituto na função para o qual foi contratado.