A perspectiva de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil evidenciou mais uma vez a força da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. O pré-candidato à reeleição e o herdeiro do espólio político de Jair Bolsonaro (PL) protagonizaram as discussões sobre o assunto ao longo da última semana. Neste contexto, sobrou pouco espaço para os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), além do empresário Renan Santos (Missão), que tentam se posicionar como alternativa ao embate polarizado. Mesmo com a leitura de que episódios como este provocam desgaste, a análise de cientistas políticos é que atualmente não há espaço para crescimento de uma candidatura de terceira via. “Não existe, até agora, espaço para uma candidatura de direita paralela ao bolsonarismo, porque o bolsonarismo construiu um patrimônio de identificação com as classes populares que nenhuma outra liderança chegou perto ainda”, disse Mayra Goulart, professora de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).