Embora ainda não tenha chegado oficialmente à Câmara de Goiânia, o projeto de lei que cria o fundo imobiliário municipal é avaliado por vereadores como “polêmico” e citam chances pequenas de avançar na Casa antes do primeiro turno da eleição, em que 18 parlamentares são candidatos a deputado federal, estadual ou a senador. Em solenidade no Paço na terça-feira (1º), o prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou o envio da matéria, mas, seguindo os moldes do governo de Goiás, disse que encaminhará o projeto ao Legislativo sem a lista das áreas - ponto considerado mais problemático para os vereadores. Os parlamentares alegam, sob reserva, encontrar dificuldades de a Casa dar espécie de “cheque em branco” ao Executivo. “O prefeito deveria tratar desse tema depois do período eleitoral. Agora não é o momento. É um projeto polêmico, e pelo menos quem é candidato vai ter dificuldade (em votar). Acho que o teor do projeto, da forma que está sendo construído, definindo essas áreas posteriormente por decreto, não é o ideal”, afirma o primeiro-secretário da mesa diretora Henrique Alves (MDB).