O senador e candidato a governador de Goiás, Wilder Morais (PL), negou a existência de qualquer acordo para apoio mútuo entre ele e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que também concorre ao Palácio das Esmeraldas, para eventual disputa de segundo turno. De acordo com nota da campanha liderada pelo PL, “não há nenhuma tratativa com outras candidaturas para composição em um eventual segundo turno”. A resposta foi dada depois que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou, na sexta-feira (21), que tratou de possível acordo com o senador, para a possibilidade de confronto direto entre um dos dois contra o governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB). Em entrevista à Rádio Difusora, o tucano contou que manteve diálogo sobre o assunto com o adversário, que teria concordado com a ideia.“Nós estamos comprometidos com a vitória em primeiro turno. Estou confiante nessa possibilidade. Qualquer outro cenário só será discutido se acontecer. Nós estamos conversando com as pessoas, apresentando as nossas propostas para melhorar a saúde, fazer a riqueza de Goiás chegar na casa de cada goiano. Quem conhecer o nosso plano de governo, aquilo que a gente quer fazer por Goiás, vai querer apoiar a gente”, declarou Wilder Morais.Ao relatar o diálogo com o senador, Marconi Perillo afirmou que espera ter o apoio de todos os candidatos de oposição ao atual governo, caso vá para o segundo turno contra Daniel Vilela. “Eu espero ter o apoio de todos os que são oposição ao Daniel. Eu apoiarei, se eu não for para o segundo turno, o candidato de oposição”, disse o ex-governador. Questionado diretamente sobre a conversa com Wilder, Marconi relatou: “Já falei com ele e disse isso. Olha, se você for para o segundo turno, eu te apoio, porque a gente precisa mudar o governo aqui. Tirar o Daniel. Dar cartão vermelho para o Daniel, porque ele não está dando conta do recado”, apontou. “O Wilder gostou da ideia e falou a mesma coisa para mim. Agora, eu espero que essas coisas se confirmem”, alegou o ex-governador. Wilder e Marconi mantiveram relação de aliança política durante os últimos governos do PSDB, entre 2011 e 2018, em que o atual senador ocupou o cargo de Secretário de Infraestrutura. A possibilidade de alinhamento entre os dois para eventual disputa de segundo turno chegou a ser considerada por aliados de ambos ainda durante a pré-campanha. Como antecipado pelo Giro, a hipótese passou pela possibilidade de apoio do ex-governador à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), defendida pelo presidente estadual do PSDB, deputado estadual Gustavo Sebba. Marconi ainda não confirmou sua opção entre os nomes que estão na corrida ao Palácio do Planalto, mas tem desconsiderado o apoio ao bolsonarismo. Assim como Wilder, o tucano também aponta ter confiança de que disputará o segundo turno contra o governador.