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Veja principais trechos dos depoimentos de Felipe Melo e assessor do Atlético-GO no STJD

Jogador foi suspenso por um jogo, e funcionário do clube goiano teve suspensão de 15 dias aplicada

Julgamento da 3ª Comissão Disciplinar do STJD

Julgamento da 3ª Comissão Disciplinar do STJD (Reprodução Youtube)

Felipe Melo foi suspenso por um jogo por empurrar o assessor do Atlético-GO, Álvaro de Castro, no Maracanã em derrota do Fluminense para o Dragão por 2 a 1 no dia 15 de junho . O julgamento foi relizado na manhã desta quarta-feira (3), no Rio, na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O assessor teve punição de 15 dias de suspensão aplicada.

Os dois foram denunciados. Felipe Melo por "agressão" e "participar de rixa". No entanto, teve a "agressão" desqualificada para "ato hostil", pegando um jogo de suspensão, a pena mínima, e foi absolvido no artigo da rixa. Álvaro de Castro foi suspenso por 15 dias, a pena mínima do artigo em que foi denunciado, o de "conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada".

No julgamento, Álvaro de Castro falou primeiro. Depois, Felipe Melo.

Confira os principais trechos do depoimento de Álvaro de Castro , feito de forma virtual:

"O Zuleta faz um gol extremamente histórico e importante para o clube naquele momento, é um jogador colombiano, participamos da adaptação dele. Fui tomado por uma emoção ao ver a equipe que eu represento há cerca de dez anos vencer um jogo no maior estádio do mundo. Os reservas passam correndo, acompanho, dou a volta, saio de novo e vou atrás dos jogadores reservas.

Em nenhum momento, eu olho para provocar. Fui tomado pela emoção de ver meu time fazer o gol. Faço um vídeo de 18 segundos e estou retornando olhando para o celular, já pensando no que vai ser postado. Estou meio atordoado ainda, olhando pra frente, entre a linha do campo e a linha pontilhada da área técnica.

Quando vejo que o juiz acabou o jogo, comemoro. Não considero comemoração acintosa, não foi para provocar jogador do Fluminense. Quando estou chegando, a cerca de 3 metros do meu técnico, que já estava dentro do campo, alguém joga alguma coisa em mim. Olho para o lado e sou covardemente agredido, empurrado, meu corpo estava muito leve. Tenho o chicote no pescoço, sinto meu pescoço doendo. Caio e me machuco. Olho para trás, vejo o atleta deles já me xingando, ofendendo, arregalo o olho com medo.

Digo 'por que eu? eu sou tão pequeno pra você, em todos os sentidos. por que me empurrar pelas costas?'. Outro membro do clube adversário começa a me xingar. Nessa hora começa uma discussão. Vem um atleta do fluminense e me fala 'ele foi expulso, calma'.

Reitero que em momento nenhum eu quis provocar. Jamais quis ofender tanto atleta quanto equipe adversária. Foi um momento de explosão e felicidade que depois se transformou num pesadelo na minha vida com situações muito difíceis."

O procurador Rafael Bozzano pergunta se Álvaro entrou não em campo. O assessor responde: "Não entrei no campo no retorno, quando sou covardemente agredido." Questionado objetivamente e confrontado com o vídeo, Álvaro de Castro diz que entrou no campo quando estava filmando a comemoração do gol.

Leia também:

**+ Assessor do Atlético-GO registra ocorrência contra Felipe Melo por agressão física com lesão corporal **

Veja os principais trechos do depoimento de Felipe Melo , feito presencialmente:

"Desde o acontecido até hoje, não abri a boca pra falar. Fui covardemente acusado pelas pessoas em rede social, acusado pelo clube (Atlético-GO) na rede social do clube, na pessoa do assessor, quando me chamou de lixo humano, entre outras coisas, na rede social X.

Nós que passamos pela situação sabemos a verdade e se eu abrisse a boca pra falar poderia se tornar uma mentira.

Fiz questão de falar com advogados para estar presente aqui. Como capitão da equipe e jogo na zaga, consigo enxergar tudo o que acontece. Já tínhamos visto comemorações do lado do nosso goleiro quando eles atacavam e quase faziam gol. Começamos vencendo o jogo por 1 a 0, o Fluminense vive situação complicada no Brasileiro. Eu vivo situação complicada, aquele jogo fiz de tudo pra jogar mesmo lesionado. Saio no segundo tempo porque não consigo jogar. Desde aquele jogo não voltei até então. Acabei voltando agora e machuquei de novo.

Sai o gol da virada e, quando eles fazem, o assessor sai correndo olhando pra gente, fazendo movimentos com a mão e olhando pra gente. Todos os atletas correram e foram comemorar e não olharam pra gente. Não existe problema comemorar e não foram comemorar contra a minha torcida. O único que olhou pra gente e fez movimento com as mãos foi o assessor.

Quando termina o jogo é a hora que ele pula e faz o escarcéu que todo mundo vê. Também fui tomado por uma emoção naquele momento, não vou ser hipócrita. Por ser tomado por essa emoção, eu errei sim. Em hipótese alguma, eu o agredi, eu não falei palavras de baixo calão. Não foi jogado nada nele. Eu o empurrei e falei 'sai daqui'.

A todo momento era falta de respeito dele contra o Fluminense. Na área em que ele fez aquilo ali, é muito importante pra nós, em frente ao banco de reservas. Eu já venci muitos jogos no último minuto, inclusive clássico na casa do adversário, e não fiz aquilo.

Fui tomado por emoção grande por saber que o atual campeão da Libertadores está passando por um momento muito difícil. Eles fazem essa falta de respeito. Em nenhum momento, quis fazer mal a ele. Foi um empurrão, ele deixou o corpo se levar. Depois voltei inclusive pra falar com um dos atletas deles. É uma pessoa (Álvaro) que não deveria estar ali estava ali faltando ao respeito com a instituição.

Sou pai de quatro filhos e não sou covarde, pelo contrário. (Depois) Fui explicar o que tinha acontecido a outros atletas que já conheço de outras batalhas."

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Após brigar pelo acesso dois anos seguidos, Vila Nova busca final feliz na Série B

Tigre quer aprender com os erros e utilizar o título do Goianão como impulso para terminar o ano no G4 da Segundona

Jogadores do Vila Nova, durante partida no Serra Dourada

Jogadores do Vila Nova, durante partida no Serra Dourada (Wesley Costa / O Popular)

Desde que retornou à Série B em 2021, o Vila Nova brigou pelo acesso em duas das quatro edições que disputou. Com a vaga na elite amadurecendo cada vez mais, o clube busca melhorar a marca pessoal na década e utilizar o título do Campeonato Goiano como impulso para buscar uma vaga na Série A de 2026.

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Após conquistar a taça da Série C de 2020, o Vila Nova voltou a integrar a 2ª Divisão do Brasileiro em 2021. Naquele ano, o Tigre fez uma campanha de meio de tabela e terminou em 9º lugar, com 51 pontos, a 13 do primeiro time que subiu para a elite nacional, o Avaí.

Em 2022, o Vila Nova teve uma campanha difícil, sobretudo no 1º turno, e chegou a figurar na lanterna da Série B. O cenário ganhava cada vez mais contornos de pesadelo, até que a equipe conseguiu uma ótima trajetória de recuperação e fechou o torneio em 13º, com 47 pontos. O 4º colocado daquele ano, Vasco, fez 15 pontos a mais.

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  • Vila Nova inscreve 30 jogadores para a Série B, com Parede e quatro da base
  • Em 2023 veio a temporada em que o Vila Nova mais chegou perto de alcançar o objetivo. O time goiano estava dentro do G4 até a última rodada, quando perdeu por 3 a 2 para o lanterna e já rebaixado ABC e terminou em 8º, com 61 pontos, 3 atrás do Atlético-GO, que fechou a zona de acesso.

    Em 2024, o Vila Nova também brigou forte pelo acesso e liderou a Série B em dado momento, mas perdeu força na reta final e ficou em 9º, com 55 pontos, 9 atrás do Ceará, que carimbou o acesso somente na última rodada.

    Em 2025, o Vila Nova tem a perspectiva de fazer uma campanha parecida com a de 2023, mas com uma conclusão diferente. Naquela temporada, não havia nenhum dos "12 grandes" do futebol brasileiro na Série B (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Grêmio, Inter, Cruzeiro e Atlético-MG).

    Neste ano, a Segundona novamente não terá qualquer desses clubes. O mais tradicional dos participantes será o Athletico-PR, considerado o favorito ao título e ao acesso. Quanto às outras equipes, há um equilíbrio semelhante ao de dois anos atrás.

    Impulsionado pelo título do Goianão, o Vila Nova quer encerrar mais um jejum de participações na Série A - a mais recente foi em 1985. Na era dos pontos corridos, o Tigre jamais disputou a elite do Brasileirão.

    A caminhada colorada na Série B de 2025 começa no próximo sábado (5), às 16 horas, diante do Coritiba no Couto Pereira.

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    Veja onde assistir aos jogos da Série B: TV aberta, fechada, streaming e rede social

    Competição começa nesta sexta-feira (4) e terá novos canais de transmissão em 2025; saiba onde acompanhar Atlético-GO, Goiás, Vila Nova e outros clubes que estão na Segundona

    Taça da Série B do Brasileiro

    Taça da Série B do Brasileiro (Joilson Marconne / CBF)

    A Série B em 2025 tem novos canais de transmissão. Sem o Grupo Globo, que não renovou contrato, a CBF acertou vínculos com diferentes veículos. Abaixo, confira onde assistir às partidas da Segundona, que tem Atlético-GO, Goiás e Vila Nova na mesma edição.
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    Na TV aberta, dois jogos por rodada vão ser transmitidos na RedeTV!. Na TV fechada, a ESPN vai transmitir as principais selecionadas pela emissora (o número exato por rodada ainda não foi divulgado).

    No contrato anterior, o Premiere transmitia todos os jogos de cada rodada. A partir deste ano, o Disney+ vai ser o meio para acompanhar todas as dez partidas de cada uma das 38 rodadas - também é possível acompanhar os canais ESPN nesta opção paga.

    Ainda existem outras duas opções gratuitas. No Youtube, o canal Desimpedidos vai transmitir duas partidas por rodadas. O aplicativo da rede social Kwai terá um jogo por rodada.

    Detalhes de onde assistir cada partida dos clubes goianos serão divulgados pelo POPULAR nas matérias de cada partida.

    A negociação foi conduzida pela Liga Forte União (LFU), que tem os três goianos da Série B de 2025 como integrantes, e a Libra.

    Onde assistir aos jogos da Série B
    TV aberta: RedeTV!
    TV fechada: ESPN
    Streaming: Disney+
    Youtube e rede social: canal Desimpedidos e Kwai

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    Após vice do Goianão, Anápolis volta aos treinos com novidades para a Série C

    Elenco do Galo da Comarca tem cinco contratados

    Grupo do Anápolis

    Grupo do Anápolis (Diomício Gomes / O Popular)

    Vice-campeão do Campeonato Goiano, o Anápolis se reapresentou nesta quinta-feira (3) com novidades no elenco. O clube vai disputar a Série C do Brasileiro e contratou cinco jogadores.

    As novidades são: o goleiro Ravel Pelegrini, de 29 anos e que vem do Mixto-MT, o lateral esquerdo Rafael Verone, de 26 anos e que estava no Santo André-SP, o atacante canhoto Douglas Santos, de 26 anos e que vem do Grêmio Prudente-SP, além de dois jogadores que disputaram o Estadual: o volante João Borim, de 23 anos e ex-Jataiense, e o meia Rafinha, de 25 anos e autor de um dos gols mais bonitos do Goianao, pelo Inhumas.

    O Anápolis também liberou três jogadores: o atacante Marcão, o goleiro reserva Caio Monteiro e o meia Vini Locatelli, autor do primeiro gol no jogo de ida da final do Goianão, sobre o Vila Nova. A ida foi vencida pelo tricolor por 2 a 0, mas o Tigre ganhou por 3 a 0 na volta e foi campeão.

    O meia Ariel, de 26 anos, tem contrato até o dia 30 de abril e pode se transferir para o Atlético-GO. O Galo da Comarca tenta obter uma compensação para negociá-lo com o Dragão.

    O acordo tem de ser rápido, pois a janela de transferências de jogadores fecha no dia 11 de abril e só será reaberta em junho.

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    Atlético-GO tem interesse na contratação de meia do Anápolis

    Ariel, meia do Anápolis

    Ariel, meia do Anápolis (Edivair Custtodio / Anápolis)

    O meia Ariel, de 26 anos e um dos destaques do Anápolis na campanha do vice do Campeonato Goiano, está no radar do Atlético-GO para a disputa da Série B do Brasileiro.

    Presidente do Atlético-GO, Adson Batista gosta do perfil do camisa 10 do Galo da Comarca, mas vê a negociação como difícil, pois Ariel é titular do atual vice do Estadual.

    Ariel marcou três gols no Estadual, jogou 15 vezes e foi escolhido, pela segunda vez, como o melhor jogador da posição no Goianão. Em 2023, Ariel também foi um dos destaques do tricolor na competição.

    Ariel saiu do Anápolis em 2023, passou pelo Goiás e por clubes do Sul e do Sudeste antes de voltar ao Anápolis ano passado, quando foi vice-campeão da Série D.

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