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Chacina em Ceilândia: quem é Lázaro Barbosa, foragido da polícia em Goiás e Distrito Federal

Nesta terça-feira (15), sétimo dia de buscas, mais de 200 policiais seguem atrás do foragido, que foi visto pela última vez em uma mata, próxima à BR-070, em Edilândia (GO)

Chacina em Ceilândia: quem é Lázaro Barbosa, foragido da polícia em Goiás e Distrito Federal

(Divulgação/Polícia Civil)

Dono de uma ficha criminal extensa, Lázaro Barbosa, de 33 anos, mobilizou uma força-tarefa em Goiás e no Distrito Federal, após ser considerado suspeito de cometer quatro assassinatos, três tentativas de homicídio, três invasões e dois incêndios . Nesta terça-feira (15), sétimo dia de buscas, mais de 200 policiais seguem atrás do foragido, que foi visto pela última vez em uma mata, próxima à BR-070, em Edilândia (GO) .

Segundo informações do Correio Brasiliense, Lázaro tem passagens em orfanatos, histórico de interrupção no aprendizado, instabilidade profissional, além de uso de drogas e álcool. Quando foi preso, em 2013, no Complexo Penitenciário da Papuda, seu laudo psicológico apontou que ele era uma pessoa agressiva, impulsiva, instável e com "preocupações sexuais".

Veja também: Lázaro Barbosa baleia policial durante operação em Cocalzinho

Em abril de 2020, Lázaro teria invadido uma chácara próxima a Santo Antônio do Descoberto (GO) e feito quatro idosos reféns. Ele teria acertado a cabeça de um homem com um machado. A vítima sobreviveu.

Já em maio, o suspeito teria invadido outra chácara, próxima à da família assassinada em Ceilândia. Nela, ele amarrou as vítimas e as ameaçou com revólver e faca, obrigou todos a ficarem nus e as moças da família a cozinharem para ele.

Distrito Federal

Na última quarta-feira (9), Lázaro matou quatro pessoas da mesma família em uma chácara no Incra 9, em Ceilândia, no Distrito federal. Ele teria invadido a casa e matado Cláudio Vidal, de 48 anos, os filhos Gustavo Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15. A mãe Cleonice Marques de Andrade, de 43, foi sequestrada pelo autor dos crimes e seu corpo foi achado três dias depois no córrego da Coruja, cerca de 4,5 km da chácara, com um tiro na cabeça e hematomas nas costas e nádegas.

Goiás

Já em Cocalzinho (GO), Lázaro teria baleado três pessoas, sendo que duas delas estão em estado grave. Uma viatura da Polícia Militar estava próxima ao local, e os policiais ouviram os disparos. No entanto, ele conseguiu fugir, após dar cerca de 15 disparos contra os policiais. No mesmo dia, ele dirigia um veículo que roubou após a chacina e o jogou no acostamento quando avistou uma barreira policial. Em seguida, fugiu pela mata.

Bahia

Lázaro também é acusado de um duplo homicídio ocorrido no município de Barra do Mendes (BA), em 2007. Na ocasião, ele teria sido preso após se apresentar à polícia, mas conseguiu fugir cerca de dez dias depois.

Contato
Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, nesta manhã ele teria tentado conseguir comida em dois locais e como não obteve sucesso teria se embrenhado no mato aguardando o anoitecer. "As últimas informações que temos é que ele está nesta região. Em um quadrante, um raio de 5 a 10 quilômetros."

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Buscas por vendedora que desapareceu em Posse são intensificadas

Investigação da Polícia Civil (PC) conta com o apoio dos bombeiros, que estão usando drones e cães farejadores. O marido da jovem, um pedreiro de 24 anos, passou por audiência de custódia e segue preso

À esquerda, Vanessa Soares, de 24 anos, que desapareceu em Posse. À direita, parte da equipe dos bombeiros que estão ajudando nas buscas. (Arquivo pessoal/Valdinei Soares e Divulgação/Corpo de Bombeiros)

À esquerda, Vanessa Soares, de 24 anos, que desapareceu em Posse. À direita, parte da equipe dos bombeiros que estão ajudando nas buscas. (Arquivo pessoal/Valdinei Soares e Divulgação/Corpo de Bombeiros)

As buscas pela vendedora Vanessa Soares, de 24 anos, que desapareceu em Posse , no nordeste goiano, foram intensificadas. Segundo a Polícia Civil (PC), a investigação conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar (PM) e da Polícia Científica. Vanessa foi vista pela última vez no dia 20 de março.

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Segundo o capitão Alan Barbosa, comandante da 10ª Companhia Independente de Bombeiro Militar de Posse, a corporação foi acionada pela Polícia Civil na noite da última segunda-feira (31). Os bombeiros estão atuando no caso com a ajuda de drones e cães farejadores.

Ontem, as buscas foram direcionadas à residência da vítima e a outro local de trabalho do companheiro dela. Hoje, a Polícia Civil indicou outros locais, outras áreas de busca. Nós usamos bombeiros a pé, utilizamos cães que vieram nos apoiar do 5º Batalhão de Bombeiro Militar de Luziânia e também utilizamos drones da própria companhia para fazer essas buscas", ressaltou o capitão Barbosa.

Segundo a delegada Jocelaine Braz, da Delegacia de Posse, o marido de Vanessa, preso na última segunda-feira , passou por audiência de custódia e continua na cadeia. A investigadora informou ao POPULAR que o caso segue em sigilo e que não pode passar mais detalhes para não atrapalhar o trabalho da polícia.

O POPULAR entrou em contato, na manhã desta quarta-feira (2), com a defesa do marido de Vanessa. O homem tem 24 anos e trabalha com pedreiro. Entretanto, o veículo não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Para compartilhar informações sobre o paradeiro de Vanessa, a pessoa pode ligar nos seguintes números: 197, (62) 99981-1477, (61) 99671-5612 e (62) 99969-2151.

Desaparecimento

Conforme a família, o marido de Vanessa foi a última pessoa a ver a jovem. O casal estava na casa deles. O pedreiro contou que adormeceu e acordou na madrugada do dia 21 de março para ir ao banheiro. Ao voltar para o quarto, porém, ele não encontrou a vendedora . "Ele saiu à procura dela, mas desde então a gente não teve mais notícia", contou o irmão de Vanessa, o empresário Valdinei Soares, de 28 anos, em entrevista ao POPULAR . "[Ela] deixou a aliança e o celular em casa. Ela está sem documentos", pontuou o irmão.

Sem notícias da vendedora, a família registrou uma ocorrência e a polícia iniciou as buscas na região e em cidades vizinhas. Valdinei também reuniu um grupo para procurar pela irmã em áreas de mata próximas, enquanto amigos divulgam informações nas redes sociais.

O pai da vendedora, Manoel Mota, de 59 anos, revelou que a filha não tinha o hábito de sair de casa sem avisar. Ainda segundo a família, nos dias que antecederam o desaparecimento, Vanessa seguiu sua rotina normalmente. Sobre o relacionamento da filha, Manoel disse que nunca presenciou problemas entre o casal, mas ouviu comentários de vizinhos sobre discussões antigas. Ele chegou a gravar um vídeo para tentar encontrar a filha (assista abaixo).

undefined / Reprodução

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Justiça transfere para Goiânia júri de PMs acusados de chacina em Cavalcante

Sete policiais militares são acusados de matar quatro pessoas em uma chácara em Cavalcante em janeiro de 2022. Processo se arrasta no Judiciário desde novembro daquele ano, quando foi definido que eles iriam a julgamento.

Populares fizeram protesto contra as quatro mortes em Cavalcante

Populares fizeram protesto contra as quatro mortes em Cavalcante (Reprodução)

O júri popular dos sete policiais militares acusados de causarem uma chacina em uma propriedade rural de Cavalcante, em janeiro de 2022, será na comarca de Goiânia. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) decidiu pela transferência do julgamento da comarca de Cavalcante para a da capital após pedido da assistência de acusação, que vê riscos na imparcialidade do corpo de jurados devido à forte comoção que o caso provocou na cidade, localizada no nordeste goiano. Nos bastidores, fala-se também de risco para a segurança dos representantes locais do Judiciário e do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).

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Os sargentos Aguimar Prado de Morais e Mivaldo José Toledo, o cabo Jean Roberto Carneiro dos Santos e os soldados Luís César Mascarenhas Rodrigues, Ítallo Vinícius Rodrigues de Almeida, Welborney Kristiano Lopes dos Santos e Eustáquio Henrique do Nascimento são acusados de armar uma emboscada para matar Saviano Souza Conceição, de 63 anos, Ozanir Batista da Silva, o Jacaré, de 46, Alan Pereira Soares, de 28, e Antônio Fernandes da Cunha, o Chico Calunga, de 35. Os policiais respondem também por fraude processual. A chacina foi cometida na chácara de Saviano.

Em sua decisão, acatada por todos os membros presentes na sessão da 1ª Câmara Criminal, a juíza substituta em 2º grau Liliana Bittencourt, relatora do pedido feito pelo assistente de acusação, afirma que Cavalcante é uma cidade muito pequena, com menos de 10 mil habitantes, que o judiciário local não possui estrutura necessária para garantir a segurança durante o julgamento e que os testemunhos comprovam que a chacina causou uma "grande repercussão, não apenas na cidade onde foram praticados, mas também nas comunidades vizinhas".

Ainda segundo a magistrada, a comoção foi tanta que "considerável parcela da população local emitiu juízo de valor e tem uma opinião pessoal formada com relação aos fatos, com força o bastante para abalar a credibilidade dos membros que venham a compor o conselho dos sete". No caso, o conselho ao qual ela se refere é o corpo de jurados. "Vale frisar que, em juízo, várias pessoas manifestaram apoio aos acusados ao passo em que muitas outras externaram o seu repúdio, evidenciando a comoção social gerada em torno dos acontecimentos", escreveu na decisão.

A Justiça havia definido, ainda em novembro de 2022, pela realização de um júri para julgar os policiais militares pela chacina, mas desde então o processo tem andado devagar. Os acusados chegaram a ficar quase um ano e meio presos, mas foram soltos em agosto do ano passado. Na ocasião, a Justiça afirmou que as definições que faltam para eles irem a julgamento não ocorreriam "em prazo próximo" por causa de uma série de recursos peticionados pelas defesas. O pedido de transferência de comarca - chamado juridicamente de desaforamento - foi feito em maio de 2024.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) se manifestou favorável ao pedido de desaforamento, afirmando que a imparcialidade dos jurados estaria comprometida caso o julgamento fosse em Cavalcante, devido a diversos fatores, como "o reduzido número de habitantes do município" "aliado à ampla divulgação midiática sobre o caso". O processo será transferido para uma das varas criminais de Goiânia e a data do júri será definida.

Desde que foram soltos, os policiais foram colocados em funções administrativas em Goiânia por determinação judicial. Três deles tentaram voltar para a região original de atuação, porém sem sucesso. Eles integravam o batalhão da PM em Niquelândia. O motivo do crime nunca foi esclarecido pela Polícia Civil. Os acusados afirmam que estavam apurando uma denúncia de plantação de maconha na região quando foram recebidos a tiros pelas vítimas, mas o inquérito encaminhado à Justiça apontou que esta versão não se sustentava.

Apesar de terem conquistado a liberdade, os policiais têm uma série de restrições impostas, como a proibição de exercer qualquer atividade operacional ou ostensiva, de saírem de casa à noite, nos feriados e fins de semana e de entrar no perímetro urbano de Cavalcante, Alto Paraíso de Goiás e Colinas do Sul.

Execução

A chacina só começou a ser investigada após forte pressão popular e à repercussão que o caso teve na imprensa regional, incluindo a participação do MP-GO na fase de investigação. A prisão um mês após o crime se deu após uma testemunha que presenciou as execuções ter denunciado que policiais estariam assediando seus familiares.

Em depoimento, os policiais chegaram a afirmar que encontraram de 500 a 600 pés de maconha na fazenda, mas que queimaram tudo porque precisavam socorrer as vítimas e não poderiam deixar a droga no local. Entretanto, a perícia feita pela Polícia Científica apontou a existência de no máximo 10.

O inquérito também apontou um intervalo de 40 minutos entre a abordagem e os tiros disparados pelos policiais. Uma testemunha disse ter visto as vítimas serem rendidas em uma chácara e levada para outra. Os laudos cadavéricos também destoam da versão dada pelos policiais. Uma das vítimas estaria deitada quando foi baleada.

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PMs são inocentados pelas mortes de seis pessoas da mesma família em Aparecida de Goiânia

Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que pediu a absolvição dos réus no júri por falta de provas

Cinco das seis vítimas identificadas na chacina em Aparecida de Goiânia, em 2011 (Reprodução/TV Anhanguera)

Cinco das seis vítimas identificadas na chacina em Aparecida de Goiânia, em 2011 (Reprodução/TV Anhanguera)

Os três policiais militaresacusados de matar seis pessoas , entre elas, uma criança de 4 anos, em uma chacina no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia, foram inocentados pelo júri popular nesta terça-feira (19). O crime aconteceu há exatos 13 anos, em 19 de novembro em 2011, e apenas um bebê de 10 meses foi poupado.

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O julgamento foi realizado por volta das 9h com término antes do meio-dia, sendo conduzido pelo juiz Leonardo Fleury Curado Dias, no Fórum de Aparecida de Goiânia. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), as testemunhas foram dispensadas.

Ademá Figueiredo Aguiar Filho, que foi um dos condenados pela morte do radialista Valério Luiz em 2012, Divino Romez Diniz e Ozires Fernando de Melo tinham sido acusados de seis homicídios com dupla qualificação por motivo torpe e emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. No caso da morte da criança de 4 anos, ainda há a imputação de aumento de pena, uma vez que a vítima é menor de 14 anos. Contudo, o júri entendeu que não houve envolvimento deles na autoria do crime.

Os jurados responderam aos quesitos formulados, aderindo as teses apresentadas pelo Ministério Público e pelos defensores reconhecendo a negativa de autoria dos réus", cita trecho da ata da audiência, assinada pelo juiz.

Ao POPULAR , o Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que o promotor de Justiça Milton Marcolino foi quem pediu a absolvição dos réus no júri por falta de provas.

O advogado de Divino, Thales José, afirmou à reportagem que já acreditava na absolvição do cliente, que era acusado de dar cobertura para a realização do crime e ter colaborado para fuga dos atiradores, "por absoluta falta de provas, até porque nem no local ele estava" e que "o júri vai corrigir esse histórico erro".

O POPULAR encontrou em contato com os advogados de Ademá e Ozires para que se pronunciassem sobre a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

Chacina aconteceu no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia (Cristina Cabral)

Chacina aconteceu no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia (Cristina Cabral)

A motivação para o crime, segundo a então delegada titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), Adriana Ribeiro, teria sido a vingança do soldado Ozires Fernando de Melo, cujo sobrinho teria sido morto pelo namorado de Ludmila Cândida Alves, ambos vítimas da chacina. Este sobrinho seria um ex-namorado e amante de Ludmila.

Além de Ludmila Cândida Alves, de 21 anos, foram mortos na chacina a mãe dela, Edivone Cândida de Bastos Alves, de 47, Stherfane Cândida de Bastos Reciol, de 26, Rounandes Teles, de 23, Luciano Lopes dos Santos, de 34, e Isadora Monique Cândida Alves, de 4. Apenas um bebê de dez meses, filho mais novo de Ludmila, sobreviveu à chacina. Ele foi encontrado nos braços da mãe sem nenhum ferimento.

Em 2011, reportagem de O POPULAR mostrou que vizinhos relataram à Polícia Militar ter visto dois homens chegarem à residência a pé e saírem correndo pouco tempo depois. Eles também ouviram muitos tiros.

Benjamin Pereira, companheiro de Edivone e padrasto de Ludmila e Stherfane também relatou, à época, ter ouvido os disparos. Ele chegou ao local poucos minutos depois dos assassinatos. Ele contou que tinha saído da residência a menos de cinco minutos para ir buscar um neto que estava em uma festa na casa de um vizinho.

"Pareciam foguetes, daqueles que a gente solta em festas", afirmou. Ele ressaltou que voltou para casa na mesma hora, sem nem mesmo chegar ao seu destino. Quando entrou na residência, Benjamin contou que encontrou as pessoas que havia deixado no local mortas no pequeno quarto da casa. Ele também viu sinais de outros tiros por toda a casa.

Segundo Benjamim, Ludmila, que estava com o filho nos braços, Stherfane e Isadora estavam em cima da cama de casal que havia no quarto. Já os dois rapazes e a mulher dele estavam caídos no chão. Todos tinham sinais de tiros na cabeça. O pedreiro afirmou que pensou que todas as sete pessoas estavam mortas, mas foi surpreendido ao ouvir o choro do bebê. Como estava muito sujo de sangue, Benjamin diz que chegou ficar com medo de pegá-lo no colo. A criança estava muito assustada, mas, para surpresa de Benjamin, não apresentava nenhum ferimento.

Conforme o pedreiro, ele morava na casa com a mulher, a enteada Ludmila e seus dois filhos. Stherfane vivia em uma fazenda no interior e teria chegado no mesmo dia para visitar a família.

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PMs acusados de matar seis pessoas por vingança são julgados

Policiais militares são acusados de seis homicídios com dupla qualificação por motivo torpe e emprego de recurso que dificulte a defesa da vítima. Crime aconteceu em 2011

Chacina aconteceu no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia

Chacina aconteceu no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia (Cristina Cabral)

Os três policiais militares acusados de matar seis pessoas, entre elas uma criança de 4 anos, em uma chacina no Jardim Olímpico , em Aparecida de Goiânia, estão sendo julgados na manhã desta terça-feira (19). O crime aconteceu há exatos 13 anos, em 19 de novembro em 2011.

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A motivação para o crime, segundo a então delegada titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), Adriana Ribeiro, teria sido a vingança do soldado Ozires Fernando de Melo, cujo sobrinho teria sido morto pelo namorado de Ludmila Cândida Alves, ambos vítimas da chacina. Este sobrinho seria um ex-namorado e amante de Ludmila.

Ademá Figueiredo Aguiar Filho, que foi um dos condenados pela morte do radialista Valério Luiz em 2012, Divino Romez Diniz e Ozires Fernando de Melo são acusados de seis homicídios com dupla qualificação por motivo torpe e emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. No caso da morte da criança de 4 anos, ainda há a imputação de aumento de pena, uma vez que a vítima é menor de 14 anos.

O POPULAR entrou em contato com as defesas de Ademá Figueiredo Aguiar Filho e Ozires Fernando de Melo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já a defesa de Divino Romez Diniz afirmou que acredita na absolvição "por absoluta falta de provas, até porque nem no local ele estava" e que "o júri vai corrigir esse histórico erro".

Além de Ludmila Cândida Alves, de 21 anos, foram mortos na chacina a mãe dela, Edivone Cândida de Bastos Alves, de 47, Stherfane Cândida de Bastos Reciol, de 26, Rounandes Teles, de 23, Luciano Lopes dos Santos, de 34, e Isadora Monique Cândida Alves, de 4. Apenas um bebê de dez meses, filho mais novo de Ludmila, sobreviveu à chacina. Ele foi encontrado nos braços da mãe sem nenhum ferimento.

Entenda o caso

Em 2011, reportagem de O POPULAR mostrou que vizinhos relataram à Polícia Militar ter visto dois homens chegarem à residência a pé e saírem correndo pouco tempo depois. Eles também ouviram muitos tiros.

Benjamin Pereira, companheiro de Edivone e padrasto de Ludmila e Stherfane também relatou, à época, ter ouvido os disparos. Ele chegou ao local poucos minutos depois dos assassinatos. Ele contou que tinha saído da residência a menos de cinco minutos para ir buscar um neto que estava em uma festa na casa de um vizinho.

"Pareciam foguetes, daqueles que a gente solta em festas", afirmou. Ele ressaltou que voltou para casa na mesma hora, sem nem mesmo chegar ao seu destino. Quando entrou na residência, Benjamin contou que encontrou as pessoas que havia deixado no local mortas no pequeno quarto da casa. Ele também viu sinais de outros tiros por toda a casa.

Segundo Benjamim, Ludmila, que estava com o filho nos braços, Stherfane e Isadora estavam em cima da cama de casal que havia no quarto. Já os dois rapazes e a mulher dele estavam caídos no chão. Todos tinham sinais de tiros na cabeça. O pedreiro afirmou que pensou que todas as sete pessoas estavam mortas, mas foi surpreendido ao ouvir o choro do bebê. Como estava muito sujo de sangue, Benjamin diz que chegou ficar com medo de pegá-lo no colo. A criança estava muito assustada, mas, para surpresa de Benjamin, não apresentava nenhum ferimento.

Conforme o pedreiro, ele morava na casa com a mulher, a enteada Ludmila e seus dois filhos. Stherfane vivia em uma fazenda no interior e teria chegado no mesmo dia para visitar a família.

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